GD Renascente 1-1 Piense SC
O Onze inicial do Grupo Desportivo Renascente

GD Renascente – Cristiano Toco, Hugo Marreiros, David Neves (Luís Benedito aos 74min), Leonel Pinto, Tiago Marreiros, Joel Reis (Miguel Nunes aos 89min), Vivaldo Candeias, Francisco Batista, Diogo Jesus (Zé Maria aos 65min), Tommy e Carino

Suplentes não utilizados – Leandro Rosa, Flávio Oliveira, Tiago carvalho e Rodrigo Camacho

Treinador – Luís Miguel

Piense SC – Telmo Soares, Pardal, Cata, Eduardo Estrela, Domingos, Xavier, Infante, Malagueta, Ricky (Hugo Evaristo aos 90+1min), Rui Moita (Flávio Rocha aos 60min) e João Pepe (André Covas aos 83min)

Suplentes não utilizados – Bagulho, João Afonso e Rui Estrela

Treinador – João Daniel

Trio de Arbitragem – António Guerreiro auxiliado por Diogo Rosa e Gonçalo Ramos

Disciplina – cartão amarelo a João Pepe (23min), Eduardo Estrela (33min), Domingos (41min), Diogo Jesus (42min), Ricky (61min), Tiago Marreiros (80min)

Marcadores – 1-0 por Tommy (12min), 1-1 por João Pepe (34min)

O Campo das Figueiras recebeu com uma boa moldura humana, aquele que foi o embate entre Grupo Desportivo Renascente e Piense Sporting Clube a contar para a 5ª Jornada da 1ª Divisão Distrital da AF Beja.
Na gaveta - Telmo Soares bem se esticou mas nada havia a fazer
A equipa visitante foi quem saiu com a bola e os primeiros cinco minutos pertenceram a si, destacando-se um livre do lado direito do seu ataque, prontamente resolvido pela defensiva do Renascente e ainda um cruzamento perigosíssimo sem ninguém a conseguir chegar à bola para dar o ultimo toque.
A reacção do Renascente não se fez esperar e os vinte minutos seguintes foram de maior ascendente da equipa da casa, que ao criar varias situações de perigo para a baliza à guarda de Telmo Soares chega mesmo ao golo à passagem do minuto 12, através de um remate de Tommy, descaído para o lado esquerdo do seu ataque e a meio do seu meio campo, a disparar ao ângulo superior direito da baliza do Piense, com a bola a entrar na gaveta, Telmo Soares bem se esticou, mas nada havia a fazer, um golo de se lhe tirar o chapéu do nº7 do Renascente.
Já antes havia sido Francisco Batista por duas vezes a tentar a sua sorte, numa delas a bola foi interceptada por um defesa para canto e na outra foi o guardião Telmo Soares a defender bem.
O guardião do Piense a ter de se aplicar após o livre cobrado por Joel Reis
Ainda nos primeiros 25 minutos de jogo destaque para dois lances. O primeiro ao minuto 14, num livre marcado por Joel Reis, o guardião do Piense a ter de se aplicar e o segundo ao minuto 18, através de uma  saída de contra ataque rápido, o Renascente ficou muito perto de ampliar a vantagem, em que a passe de Tommy, Carino e Diogo Jesus, já depois de passarem por Telmo Soares, ficam sem ângulo e é Diogo Jesus que acaba por atirar à malha lateral.
O Renascente estava instalado no meio campo do adversário e o Piense ia recorrendo à falta para travar o ímpeto ofensivo da equipa da casa e este foi um período em que acabaram por surgir alguns cartões amarelos para os seus jogadores.
Chegamos à meia hora de jogo e o Piense surge novamente com maior regularidade perto da baliza de Toco, prova disso foi o excelente corte de Leonel Pinto já dentro da área a evitar que um jogador do Piense se encaminha-se para a baliza.
Neste período, destaque ainda também para alguns livres em zona frontal para a baliza de Toco, que eram resolvidos pela defensiva da casa, tendo apenas um deles passado por cima com algum perigo para as redes do guardião do Renascente.
A equipa da casa dispôs ainda de um pontapé de canto, que em nada resultou, com a defensiva forasteira a sacudir antes de, aos 34 minutos o Piense chegar à igualdade, através de um remate em posição frontal à entrada da área por intermédio de João Pepe, depois da bola pingar na defesa do Renascente num lance de alguma passividade. Estava então reposta a igualdade no marcador.
Até ao intervalo, destaque para dois lances de ataque do Renascente, num deles a cruzamento de Tommy, Telmo Soares a ter de se aplicar e a afastar no entanto a bola a embater num dos defesas do Piense e a dar canto que em nada resultou e para Diogo Jesus que num bom lance no flanco direito cruza mas a defensiva do Piense a cortar novamente para canto e na ressaca deste é Leonel Pinto que remata ao lado da baliza.
A primeira parte não acabaria ainda sem uma grande intervenção defensiva de Hugo Marreiros, que consegue ganhar posição a Malagueta, evitando o pior com o público das Figueiras a aplaudir.
A segunda parte começa animada com a bola a rondar as duas balizas e foi o Piense a dispor da primeira oportunidade de perigo, logo aos 48 minutos de jogo com Ricky já muito próximo da pequena área a não acertar com a baliza. Do outro lado era Diogo Jesus que cruzava e Telmo Soares recolhia no chão. Na jogada seguinte cabeceamento fraco no ataque do Piense e Toco amarrava.
Até meio da segunda parte, sinal mais para a equipa da casa, que dispôs de variadas situações de ataque, mas na sua maioria resolvidas pela defensiva do Piense, no entanto, destacam-se aos 53 minutos um livre em zona central à baliza, cobrado por Joel Reis, em jogada ensaiada com Vivaldo Candeias, tendo a bola ido à trave da baliza de Telmo Soares, um minuto depois, Tommy faz a bola passar pela grande área forasteira sem ninguém chegar e os remates de Diogo Jesus aos 56 minutos para boa defesa de Telmo Soares e aos 58 minutos ao lado da baliza do Piense.
Ainda assim, neste período, o Piense chegou à baliza do Renascente com João Pepe, o autor do golo da equipa visitante, a cabecear por cima.
O Renascente tentava desfazer a igualdade e apresentava agora um futebol mais direto, mas o guardião do Piense ia ganhando nas alturas na maioria das vezes.
A vinte minutos do fim, o jogo baixa um pouco de intensidade e os pontapés de canto que haviam de parte a parte em nada davam, com ambas as defensivas a fecharem o caminho para as balizas.
No entanto, o quarto de hora final da partida foi novamente de uma maior intensidade de jogo, com ambas as equipas muito perto de marcar. Aos 76 minutos, Carino ganha bem no centro do terreno, dá em Tommy que cruza para a área e o guardião do Piense corta com os pés evitando que o esférico chegasse até aos jogadores do Renascente que estavam em posição de finalização na sua área.
No minuto seguinte, lance perigosíssimo para as redes de Toco, através de um cruzamento vindo da esquerda do ataque do Piense a passar por toda a gente e o avançado da equipa forasteira a não chegar por muito pouco.
A dez minutos do fim, Toco dá uma sapatada na bola, após cabeceamento de Flávio Rocha, que havia entrada para o lugar de Rui Moita, tentado finalizar um cruzamento da sua equipa.
Quatro minutos depois, um jogador do Piense cabeceia à malha lateral da baliza do Renascente, após a cobrança de um livre.
A cinco minutos dos noventa, a equipa da casa muito perto de marcar, com Carino a chegar primeiro à bola e à fazer um chapéu de cabeça, à saída do guardião do Piense, com a bola a passar a escassos centímetros do poste da baliza, tendo ainda alguns dos adeptos do Renascente gritado golo.
Até ao final, o Renascente beneficiou ainda de pontapés de canto, que foram resolvidos pela defensiva do Piense, tendo o árbitro dado mais quatro minutos para além do tempo regulamentar, no entanto, a igualdade manter-se-ia, acabando a partida com um empate que se aceita, tendo em conta o equilíbrio, que foi a nota dominante durante toda a partida. 
Luís Soares
 
O aplauso da equipa no final do encontro


As palavras do capitão Zé Maria que regressou à competição

Zé Maria regressou à competição
O Piense veio hoje jogar com muito respeito pelo Renascente, no entanto foram uma equipa muito lutadora e conseguiram levar um ponto para casa…
Na minha opinião e depois da forma como iniciámos o campeonato qualquer que seja o adversário vai encarar-nos com enorme respeito, o Piense veio com essa mentalidade e fez um jogo á sua imagem, foi uma equipa que colocou grande intensidade nos lances disputados, não dando uma bola por perdida, causando-nos algumas dificuldades em certos momentos do jogo, recordo que o Piense não é uma equipa qualquer, embora não tenha iniciado da melhor forma o campeonato, é o vencedor da taça distrito há duas épocas consecutivas, aceita se o empate.

Zé, vens de um período de lesão, como foi ver o jogo do banco e como te sentiste em campo neste teu regresso?
Regressar á competição após lesão é sempre complicado, pois os índices físicos e de confiança nunca são os melhores.
Quando entrei senti uma enorme alegria por voltar a competir, mas ao mesmo tempo um pouco de frustração por não estar na máxima força para poder ajudar ainda mais este excelente grupo de trabalho.

O que podemos esperar já para o próximo jogo em Cuba?
Em Cuba podemos esperar mais um jogo difícil com uma equipa com bons valores individuais, que procura a primeira vitória no campeonato, tendo a seu favor o factor casa e apoio dos seus adeptos. Da nossa parte podem contar com a mesma entrega que a equipa tem vindo a empregar e que vamos lutar pelo objectivo que é pontuar, sempre com esta humildade que nos assiste e com máximo respeito pelo adversário.
Aos nossos adeptos….Se puderem acompanhem-nos nesta nossa “caminhada”.