CF Vasco da Gama 3-1 GD Renascente
CF Vasco da Gama – Rui Rosindo,
Taskinhas, Nelson Prego, José Maria Navas, Diogo Bonito, Pina, Raminhos (Lebre
aos 86min), Zé Cláudio, Filipe Covas (Amado aos 71min), Tiago Floreano e Jorge
Raposo (Zé Feio aos 59min)
Treinador – José Pratas
Suplentes não utilizados – Zé
Luís, Rúben, Ivan e Carrujo
GD Renascente – Cristiano Toco,
Rodrigo Camacho, Hugo Marreiros, David Neves, Tiago Marreiros, Joel Reis, Luís
Benedito, Francisco Batista, Tommy, Zé Maria (Diogo Jesus aos 59min) e Carino
Treinador – Luís Miguel
Suplentes não utilizados –
Leandro Rosa, Tiago Carvalho, Hélder Duarte, Carlos Pereira, Miguel Nunes e
Vivaldo Candeias
Trio de Arbitragem – Cristiano
Bexiga auxiliado por Filipe Gomes e Hugo Silva
Disciplina–cartão amarelo a
Jorge Raposo (33min), Luís Benedito(44min), Raminhos(45min),
Zé Cláudio (46min), Diogo Bonito (46min), Tommy (50min) e Hugo Marreiros
(65min)
Marcadores – 1-0 por Nélson
Prego (8min), 1-1 por Tommy (37min), 2-1 por Tiago Floreano (66min) 3-1 por Zé
Feio (90+5min)
A partida inicia com grande intensidade, com ambas as
equipas a chegarem perto das duas balizas. No entanto, o primeiro lance de
verdadeiro perigo pertenceu à equipa da
casa que, tem aos dois minutos de jogo uma oportunidade flagrante de golo após
a cobrança de um pontapé de canto, surge um jogador do Vasco a rematar junto à
pequena área à figura de Toco, com este ainda assim a mostrar bons reflexos e a
segurar.
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| Vasco da Gama entrou forte na partida |
No minuto seguinte é Francisco Batista que vê o seu remate
ser prensado na defensiva do Vasco da Gama com a bola a ir para canto. Dois
minutos depois é Joel Reis quem remata por cima.
Mínuto 8 e o primeiro golo da partida. Livre cobrado do
lado direito do ataque do Vasco da Gama, a defensiva do Renascente a cortar e
na segunda bola surge Nélson Prego, que remata colocado ao ângulo inferior
esquerdo da baliza de Toco.
Até à meia hora de jogo, a equipa da casa foi quem
mandou na partida, trocando mais a bola e tendo a mesma em sua posse a maior
parte do tempo. O Renascente ia tentando surpreender através de contra ataques
rápidos. Durante este período destaque para um livre ao minuto 17 batido por Zé
Cláudio que Toco agarra sem dificuldade, para um remate de David Neves aos 27
minutos na ressaca de um pontapé de canto à baliza de Rui Rosindo, com o
esférico a passar por cima e um minuto depois Toco sai bem dos postes e evita
que a bola chegasse à cabeça de um atacante do Vasco da Gama.
Ultrapassada a primeira meia hora de jogo, o jogo muda e
começamos a assistir aqui a um Renascente a correr atrás do prejuízo, com uma
maior definição nos lances, o que resultou numa maior produção ofensiva a
partir desse período e até ao intervalo foi a equipa que criou mais perigo.
Exemplo disso foi ao minuto 31, numa boa jogada colectiva da equipa do
Renascente, Zé Maria cruza para Francisco Batista desviar com um ligeiro toque
de cabeça e a bola a passar muito perto do poste da baliza à guarda de Rui
Rosindo. Um minuto depois, o mesmo Zé Maria agora a rematar obrigando o guarda
redes do Vasco da Gama a sacudir para canto.
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| O Golo da igualdade marcado ao minuto 37 por Tommy |
No minuto seguinte o Vasco chega perto da baliza de Toco
e o arbitro entende que Jorge Raposo simula um penalty a quando da saída do
guardião do Renascente.
A equipa forasteira volta novamente para o ataque e é com
naturalidade que chega ao golo da igualdade, num golo de belo efeito marcado
por intermédio de Tommy. Carino de costas para a baliza entrega em Tommy que em
posição frontal à baliza remata colocado com o guardião do Vasco da Gama a
esticar-se mas a não chegar, grande golo do extremo do Renascente.
Ainda antes do final da primeira parte, destaque para um
cabeceamento de Jorge Raposo por cima da baliza de Toco e de mais dois remates
do Renascente, o primeiro através da cobrança de um livre por Joel Reis, com a
bola a bater na barreira e a ir para canto e mais um remate de Francisco
Batista para defesa de Rui Rosindo.
A segunda parte começa como tinha acabado a primeira,
com o Renascente à procura do golo da vantagem e logo ao minuto 47, Francisco
Batista percorre boa parte do meio campo do adversário, passando por vários
adversários, mas acaba por sofrer falta. O mesmo Francisco Batista cobra o
livre mas Rui Rosindo encaixa fácil.
O Renascente continuava pressionante e minutos depois é
Zé Maria que vê o seu cruzamento ser interceptado pelo guardião do Vasco da
Gama.
Aos dez minutos da etapa complementar, a equipa da casa
esboça alguma reacção com alguns cruzamentos interceptados pela defensiva do
Renascente, beneficiando inclusive de um livre muito perigoso à baliza de Toco,
com a boal a acertar num dos seus defesas ressaltando para canto, que na
cobrança surge um jogador do Vasco da Gama a rematar por cima.
Aos 61 minutos, o Renascente volta novamente a surgir na
área do Vasco da Gama, desta vez com Francisco Batista a cobrar um canto direto
à baliza e é José Maria Navas quem evita que a bola entrasse.
Assistíamos a uma maior iniciativa de jogo por parte do
Renascente quando ao minuto 66, através da cobrança de um livre descaído na
direita do ataque do Vasco da Gama, bola bombeada para a área do Renascente,
surge Zé Feio no primeiro cabeceamento, defendido por Toco, mas a bola a sobrar
para Tiago Floreano que num lance confuso juntamente com um central do
Renascente, dá o ultimo toque para o fundo das redes do Renascente. 2-1 vencia
a equipa da casa.
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| Equilibrio - Resultado final merecia outro desfecho |
Após o golo sofrido, o Renascente não atirou a toalha ao
chão e nos 20 minutos seguintes, foram várias as situações que deteve para
chegar à igualdade. Prova disso foi o remate de Francisco Batista ao minuto 69
para defesa de Rui Rosindo, no minuto seguinte, num livre do lado direito do
ataque do Renascente, a bola a passar na área do Vasco da Gama, com Carino a
não conseguir desviar da melhor forma, aos 75 minutos, Francisco Batista bate
um livre em posição frontal à baliza do Vasco da Gama para uma boa defesa do
guarda redes da equipa da casa, aos 77 minutos bom lance de Diogo Jesus na
direita do ataque do Renascente, a tirar o adversário do seu caminho através de
uma finta e a rematar por cima e tempo ainda para ver Francisco Batista, um dos
mais rematadores da equipa do Renascente já dentro da área a rematar ao lado da
baliza do Vasco da Gama, num lance perigosíssimo que quase dava a igualdade,
que só viria dar justiça ao resultado.
A cinco minutos do final a equipa da casa surge
novamente a rondar a baliza do Renascente, através de alguns livres cobrados
com algum perigo, no entanto com a defensiva do Renascente a resolver, aos 88
minutos a bola sobrevoa toda a área do Renascente num cruzamento perigoso e
ainda antes do minuto 90 é Tiago Floreano quem remata por cima da baliza de
Toco.
Fruto de algum antijogo principalmente evidente nos
últimos dez minutos da partida por parte da equipa do Vasco da Gama assim como
de um pequeno período de tempo em que o arbitro deste encontro, Cristiano
Bexiga necessitou de assistência, foram dados mais 6 minutos para além dos 90.
No período de descontos foi possível ver um Renascente a
dar tudo por tudo para chegar à igualdade, mas a defensiva do Vasco soube
conservar a vantagem primeiro foio guardião Rui Rosindo quem recolheu o
cruzamento de Francisco Batista, depois o nº10 tem ainda um remate ao lado da
baliza do Vasco da Gama.
Já mesmo sobre o apito final do encontro, com a equipa
do Renascente toda balanceada no ataque, o Vasco chega através de um contra
ataque rápido ao terceiro golo, com Zé Feio a progredir do lado esquerdo do
ataque e a rematar para o fundo das redes.
Soa o apito final, derrota do Renascente por números
exagerados tendo em conta aquilo que se passou dentro das quatro linhas, sendo
que a igualdade seria um desfecho mais aceitável, tendo em conta o domínio
repartido do jogo por ambas as equipas, com o Vasco mais dominador durante o
primeiro tempo e o Renascente durante o segundo tempo, que a acontecer só
premiaria a excelente reacção à desvantagem por parte da equipa forasteira
durante quase toda a partida.
Luís Soares
Tommy, que
marcou mais uma vez, falou-nos sobre esta partida e apelou à presença dos
adeptos para a próximo jogo da taça em casa, diante do Castrense.
Tommy, como vem sendo hábito, hoje marcas-te mais um
golo…
Sim, ultimamente as coisas têm me corrido bem e tenho
feito golo. Hoje fiz mais um mas não foi o suficiente para ganharmos. Espero
continuar a trabalhar para continuar a contribuir para a equipa, seja com golos
ou assistências, ou simplesmente com trabalho, o importante é que a equipa
ganhe e que a vitória surja já no próximo jogo com o Castrense.
O Vasco da Gama venceu hoje mas marcou os dois golos na
segunda parte, contra a corrente do jogo e acabou por ser feliz com algum
anti-jogo à mistura. Achas que o resultado acaba por ser demasiado pesado para
o que a equipa produziu em campo?
Sim, acho que foi um pouco pesado porque quando uma
equipa tenta jogar futebol e a outra não deixa torna as coisas mais
complicadas. A equipa adversária ao ver-se em vantagem por duas vezes tentou
sempre o anti-jogo mas há equipas que gostam de ganhar dessa forma e contra
isso não podemos fazer nada. Tentamos tudo para ganhar só que a sorte não teve
do nosso lado, agora é olhar para o próximo jogo com ambição de fazer mais e
melhor as coisas e que consigamos ganhar.
Próximo jogo em casa para a taça, frente a um adversário
difícil como é o Castrense, queres deixar uma palavra para os nossos sócios e
simpatizantes que certamente irão comparecer em grande número no nosso campo?
Sim, um jogo da taça é daqueles jogos que toda as pessoas
não querem perder porque embora haja uma equipa mais favorita que a outra, tudo
pode acontecer. É verdade que o Castrense têm uma excelente equipa, mas se nós
jogarmos o nosso futebol e com o apoio dos adeptos que costumam estar em peso
no estádio para nos apoiar, iremos tentar tudo por tudo para conseguir- mos a
vitória e seguir para a próxima eliminatória. Quero pedir a todos os sócios e
simpatizantes do clube que venham ver o jogo porque nós jogadores precisamos do
vosso apoio para conseguir a vitória.




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