FC Castrense – Eduardo Barão, Gaio, Filipe Velhinho, Hugo Páscoa, Paulo Maurício, Filipe Venâncio, Jorginho, Zé Mestre (Pázinho aos 72min), João Paulo (Dias aos 88min), Mário Saleiro e Luís Lamy (Rafael aos 76min)
Suplentes não utilizados – Marco Hortense, Vitor Rolim, Filipe e Pacheco
Treinador – Calú
GD Renascente – Cristiano Toco, Rodrigo Camacho (David Neves ao Intervalo), Hugo Marreiros, Leonel Pinto, Tiago Marreiros, Vivaldo Candeias (Flávio Oliveira aos 75min), Joel Reis (Diogo Jesus aos 54min), Francisco Batista, Zé Maria, Tommy e Carino
Suplentes não utilizados – Luís Benedito, Miguel Nunes e Luís Guerreiro
Treinador – Luís Miguel
Trio de Arbitragem – Filipe Gomes auxiliado por Pedro Crujo e Edgar Gaspar
Disciplina – cartão amarelo a Joel Reis (26min), Jorginho (36min), Paulo Maurício (39min), Leonel Pinto (49min), Francisco Batista (51min e 58min), Hugo Marreiros (52min), Zé Mestre (70min), Tommy (71min) e Pázinho (87min); cartão vermelho a Francisco Batista (58min)
Marcadores – 1-0 por Mário Saleiro (16min), 2-0 por Jorginho (53min g.p.) 2-1 por Diogo Jesus (79min)
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| 1ª Parte - O Castrense obrigou o Renascente a jogar bem próximo da sua baliza |
Quanto ao jogo, esse não foi de todo bem jogado por ambas as equipas. Um inicio um pouco atípico, com as equipas a mostrarem-se muito receosas uma com a outra, facto que condicionou a falta de oportunidades nos primeiros minutos nas respectivas balizas. Não obstante a este equilíbrio, é a equipa da casa que faz o primeiro remate à passagem do minuto 7, sem grande perigo para o guardião Toco. Neste período o jogo desenrolava-se muito no meio campo e com muitas perdas de bola de parte a parte.
No entanto a equipa da casa foi mostrando nos minutos seguintes vontade em querer explorar mais as linhas, o que acabou por resultar em canto uma dessas iniciativas, jogava-se o minuto 10. O equipa do Renascente nesta fase mostrava-se algo intranquila, com muitas perdas de bola e muito preocupada com as questões defensivas, o que condicionou o jogo atractivo da equipa do litoral alentejano. Era o pior período do Renascente que sempre que tinha a bola não conseguia sair rápido no contragolpe, num dos processos em que a equipa é eximia.
Após algumas jogadas com erros defensivos da equipa do Renascente, num dos momentos de transição defesa ataque, a mesma é apanhada em contrapé e surge o golo do Castrense por intermédio de Saleiro, numa perda de bola infantil por parte do ataque do Renascente. Sinal mais nos minutos posteriores ao golo com alguns remates a rondarem a baliza à guarda de Toco, ainda que, sem prejuízo maior.
Quanto à equipa do Renascente apareceu com relativo perigo, à passagem do minuto 35, com uma transição por parte dos jogadores do ataque Tommy, Zé Maria e Francisco Batista, com a mesma a sair pela linha de fundo. Mas ao minuto 40 a grande oportunidade da 1ª parte para a equipa forasteira, numa grande jogada em que Tommy, já dentro da grande área, remata para a defesa da tarde, com Eduardo a negar o golo ao atacante do Renascente.
Terminava o 1º tempo com um Castrense mais perigoso e mais controlador e um Renascente demasiadamente permissivo que conseguiu nos últimos minutos da 1º parte chegar com perigo à baliza da equipa da casa. Resultado justo ao intervalo.
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| O Renascente a reagir |
Contudo ao minuto 53 Lamy a entrar na área do Renascente e a cair com o árbitro a assinalar prontamente para a marca de grande penalidade, concretizada por Jorginho com Toco a nada poder fazer. Importa dizer que o lance que antecede o lance do penalty é precedido de falta sobre Vivaldo que o árbitro entendeu não ajuizar.
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| Tiago Marreiros em boa movimentação ofensiva |
Mesmo reduzido a 10 unidades a resposta dada pela equipa orientada por Luís Miguel, foi muito positiva, com grande carácter, discutindo o jogo pelo jogo, fato que ficou provado com as inúmeras situações de golo que foram surgindo, sendo a mais flagrante e após jogada individual de Tommy que serve Diogo Jesus que remata à malha lateral, estava dado o sinal.
Nesta fase do jogo a equipa do Castrense limitava-se a defender e timidamente esboçava alguns contra-ataques sem problema para a defensiva do Renascente. Notava-se alguma intranquilidade na equipa da casa.
Neste período a equipa do Renascente foi penalizada com sucessivos foras de jogo que emocionalmente mexiam com a equipa que corria trás do prejuízo. De salientar também a boa entrada de Flávio Oliveira que veio refrescar um meio que acusou desgaste face à relva natural.
Ao minuto 79 e após jogada do lado direito por parte de Zé Maria – que fazia agora o corredor todo – serve Diogo Jesus que com uma excelente impulsão concretiza de cabeça, estava feito o 1-2. Os minutos que se seguiram foram de ascendente por parte do Renascente, com a equipa do Castrense a gerir o tempo para terminar o jogo.
Ao cair do pano Carino tem uma oportunidade clara para igualar o resultado e colocar alguma justiça no marcador, mas acaba por rematar por cima.
No final os três pontos ficam em Castro mas com um sabor amargo para a equipa do Renascente que lutou muito contra as adversidades que o jogo lhe criou.
Sinal mais para a deslocação dos sócios e simpatizantes do Renascente ao Municipal 25 de Abril em Castro Verde que viram a sua equipa honrar a camisola da terra.
Hugo Marreiros falou-nos sobre o jogo e agradeceu o apoio dos adeptos que mais uma vez se deslocaram em grande número fora de portas.
Hugo, uma primeira parte menos conseguida da nossa equipa, muito devido a um Castrense forte, foi difícil jogar contra este adversário?
Não diria um Castrense forte, mas sim um Renascente com pouca agressividade e desconcentrado, e quando assim é, o adversário causa-nos sempre alguma dificuldade. O Castro tem algumas boas individualidades, por isso, mais dificuldades nos causou.
Já com menos uma unidade em campo, ainda conseguimos chegar ao golo, reduzindo a desvantagem, a equipa ainda acreditou que era possível pontuar em Castro Verde?
Acreditámos sempre que era possível, porque nessa fase do jogo estavam as duas equipas equilibradas, tanto podia surgir o terceiro golo para o Castro, como o empate para nós.
Atravessamos uma fase menos boa de resultados, que certamente a equipa quererá já no próximo jogo inverter com uma vitória…
Sim, o nosso trabalho durante a semana é sempre para a vitória no domingo seguinte. Terça feira começamos já a trabalhar arduamente para o jogo com o São Marcos.
Foram muitos os adeptos que acompanharam a equipa em mais uma deslocação fora de portas, queres deixar aqui um agradecimento a quem foi até Castro Verde?
Quero agradecer aos enormes adeptos e simpatizantes do nosso Renascente, que são fantásticos! Sempre a apoiarem nos, nas vitórias, nos empates, nas derrotas, nos jogos em casa, nos jogos fora… a todos um muito obrigado, porque " o renascente, somos todos nòs".





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