GD Renascente 1-2 CF Guadiana
O alinhamento das duas equipas

GD Renascente – Cristiano Toco, Rodrigo Camacho (Vivaldo Candeias aos 53min), Hugo Marreiros, Leonel Pinto, Tiago Marreiros, Flávio Oliveira (Tommy aos 53min), Joel Reis, Francisco Batista, Zé Maria, Diogo Jesus e Carino

Suplentes não utilizados – Leandro Rosa, Tiago Carvalho, Hélder Duarte, Luís Guerreiro e Miguel Nunes

Treinador – Luís Miguel

CF Guadiana – João David, Richard, Christian, Tiago, Marinho, Carlos Dary, Serginho, Barote, Zuca (Odair aos 90min), João Alho (Toy aos 52min) e Diogo Madeira (Daniel Galan aos 78min)
Suplentes não utilizados – Rui Peta e Pedro Canudo

Treinador – Mário Tomé

Equipa de Arbitragem – César Leitão auxiliado por António Guerreiro e Fernando Lopes

Disciplina – cartão amarelo a Tiago Marreiros (40min), Marinho (42min e 78min), Hugo Marreiros (75min) e João David (90+5min), cartão vermelho a Marinho (78min)

Marcadores – 0-1 por João Alho (6min) 0-2 por Diogo Madeira (51min) 1-2 por Tommy (79min)

Depois de um mês sem jogos da equipa sénior em São Teotónio, fruto da paragem festiva do campeonato e de dois jogos fora de portas, o Campo das Figueiras voltou a receber aquela que foi a 2ª eliminatória da Taça do Distrito de Beja, num jogo que opôs o Grupo Desportivo Renascente ao Clube de Futebol Guadiana.
A partida inicia com a equipa forasteira a entrar bem, tendo logo ao primeiro minuto de jogo rematado à baliza de Toco por intermédio de Diogo Madeira, mas o remate a ser cortado por Rodrigo Camacho com a bola a sair pela linha de fundo resultando no primeiro canto do encontro. Na marcação do canto, bola na área e é Carlos Dary quem cabeceia por cima da baliza do Renascente.
Cinco minutos depois o Guadiana chega mesmo ao primeiro golo da partida. Cruzamento na esquerda do ataque da equipa de Mértola, os centrais do Renascente a não chegarem à bola com a bola a sobrar para um primeiro jogador do Guadiana já dentro da área a atirar à trave e na recarga João Alho a rematar para o fundo das redes com a bola ainda a bater em Toco. Estava inaugurado o marcador no campo das Figueiras.
O Renascente tem o primeiro assomo à baliza de João David ao minuto 14, no entanto sem ninguém a conseguir chegar ao cruzamento de Francisco Batista.
Rodrigo Camacho a atirar à malha lateral
Apesar disso a equipa do Guadiana a continuar a chegar perto da baliza do Renascente e até meio da primeira parte tem mais dois remates. O primeiro com João Alho a rematar e Toco a encaixar bem e no segundo é Zuca que remata por cima da baliza do Renascente após cruzamento vindo da esquerda.
Minuto 23 primeiro lance de grande perigo para as redes de João David, com Zé Maria num bom trabalho do lado direito a dar em Rodrigo Camacho que consegue progredir para o interior da área e já bem perto do guarda-redes do Guadiana acaba por atirar à malha lateral.
Quatro minutos depois Joel Reis tenta de livre na zona central descaído para a direita, mas a bola a embater na barreira, que o publico nas Figueiras protestava por não estar à distância regulamentar.
Um minuto depois é o lateral Tiago Marreiros que cruza, com o guardião do Guadiana a recolher, que após a intervenção ficaria deitado no relvado para ser assistido durante alguns minutos.
Já depois da meia hora de jogo assistíamos a um Renascente que ia chegando perto da baliza do Guadiana mas sem efeitos práticos.
Situação frequente - Jogadores do Guadiana caidos no relvado
Aos 37 minutos de jogo, Joel Reis a rematar à figura de João David, numa fase do jogo em que a equipa de Mértola começava a retardar cada lance, jogando com o relógio.
A três minutos do intervalo lance de algum perigo para as redes do Guadiana, com Francisco Batista a cobrar um livre do lado direito do ataque do Renascente e a bola a rasar a barra da baliza de João David que não esboçou qualquer tentativa de defesa.
Até ao intervalo destaque ainda para um lance de grande perigo, mas desta feita para as redes do Renascente com Marinho a cruzar, a defensiva de São Teotónio aos papéis e um jogador do Guadiana a rematar bem próximo da baliza com Toco a ter uma boa intervenção sendo preponderante a evitar o segundo da equipa forasteira.
O árbitro apitava para o final da primeira parte e ambas as equipas saiam para os balneários.
A segunda parte começa com o primeiro lance de perigo a acontecer ao minuto 48, através de um cruzamento vindo da direita do ataque do Renascente por Zé Maria, na insistência de um pontapés de canto e na área a surgir o central Hugo Marreiros que cabeceia com a bola a passar bem perto da trave da baliza à guarda de João David.
No entanto, três minutos depois é o Guadiana que chega ao segundo da partida, bola enviada para frente e Diogo Madeira a ser mais rápido que um dos centrais do Renascente e à saída do guardião Toco executa um chapéu de belo efeito com a bola a anichar-se no fundo das redes do Renascente, bom pormenor técnico do nº20 de Mértola.
Nos minutos seguintes assistimos a um jogo atabalhoado de parte a parte com a bola a passar a maior parte do tempo no meio do terreno de jogo e nem sempre a ser tratada da melhor forma.
Aos 61 minutos de jogo, Joel Reis a rematar a meio dos eu meio campo de ataque com a bola a sair por cima da baliza, ainda assim boa iniciativa do médio do Renascente que agradou os adeptos.
À passagem do minuto 68 o Renascente a reagir à desvantagem e a ter dois lances de muito perigo para as redes do Guadiana. Primeiro Carino já dentro da área a rematar colocado rasteiro para a defesa da tarde de João David que conseguia desviar para canto. Depois, na marcação do pontapé de canto a surgir um jogador do Renascente a cabecear à barra da baliza do Guadiana.
Dez minutos mais tarde e após um período onde muito pouco tempo se jogou, muito devido a jogadores da equipa visitante que pediam para ser assistidos dentro de campo e já com o Guadiana a jogar com 10 unidades, fruto da expulsão de Marinho por acumulação de amarelos, o Renascente a beneficiar de um livre em zona frontal a meio do meio campo do seu ataque com Tommy, que havia entrado ao minuto 53 para o lugar de Flávio Oliveira, a marcar o golo do Renascente, numa execução exemplar, o nº 7 de São Teotónio a cobrar directamente à baliza com a bola a entrar junto ao ângulo superior direito sem hipóteses para João David.
O Renascente ainda acreditou que poderia levar o jogo para prolongamento
O Renascente acreditava que ainda era possível levar o jogo para o prolongamento e os dez minutos finais foram de grande pressão para as redes do Guadiana primeiro através de alguns cruzamentos e cantos que em nada resultaram. Já ao minuto 88, grande jogada colectiva da equipa da casa com Francisco Batista a rematar para grande defesa de João David para canto.
Neste período, após dois pontapés de canto seguidos para o Renascente, o guarda-redes do Guadiana a sair bem e afastar a bola da sua área que sobrou para Joel Reis que à entrada da área a rematar por cima da baliza.
A equipa do Renascente à procura da igualdade
Atingíamos o minuto 90 e o árbitro dava mais 7 minutos para se jogar que reflectiam o anti jogo que a equipa de Mértola foi fazendo durante quase toda a partida, e que continuou a fazer já que dos 7 minutos que o árbitro concedeu, metade seriam usados em perdas de tempo da equipa forasteira. Ainda assim, de destacar neste período de descontos ao minuto 92 um livre do lado esquerdo do ataque do Renascente, com a bola a ser bombeada para a área e após sucessivos cabeceamentos de parte a parte a defensiva do Guadiana acabaria por afastar a bola. Já ao minuto 95 Francisco Batista a rematar, mas a bola a sair por cima e longe da baliza à guarda de João David. O Resultado manter-se-ia até final do encontro, num jogo em que o Renascente pode-se queixar de si próprio durante grande parte da partida pois reagiu tardiamente à desvantagem, ao qual se aliaram as inúmeras perdas de tempo do adversário permitidas pelo juiz da partida.
 Luís Soares

Flávio Oliveira falou-nos sobre o jogo e apelou à forte presença dos adeptos para o derby do próximo fim de semana diante do Odemirense.

Flávio Oliveira

Flávio, hoje as coisas voltaram a não correr bem com a equipa a demonstrar pouca confiança durante cerca de uma hora de jogo...
É  verdade entramos um pouco ansiosos na partida e com tudo isso a sofrer logo um golo nos minutos iniciais, o que para toda a equipa foi um balde de água fria!

O Renascente sofreu os dois golos em momentos cruciais da partida, no início da primeira parte e no início da segunda. Isso aliado às perdas de tempo do adversário contribuiu também para gerar intranquilidade na equipa?
Sim alguma intranquilidade, pois é complicado ter como adversário uma equipa que começa a "queimar" tempo ainda na primeira parte! Conseguiram por inúmeras vezes quebrar o ritmo da nossa equipa em períodos em que estávamos por cima do jogo, com tudo isso e principalmente na segunda parte tentamos dar a volta a esse factor e chegar á igualdade, não conseguimos obter o resultado desejado, mas prometemos que com todo o apoio que a inúmera massa associativa nos tem dado mais cedo ou mais tarde haveremos de dar a volta, acreditem sempre em NÓS, como o fizerem desde a primeira jornada!

É verdade que estamos numa série negativa de resultados, mas o próximo jogo é derby e frente ao Odemirense, um clube onde fizeste a tua formação, os índices motivacionais vão ter que estar elevados…
Para qualquer jogo os níveis motivacionais são sempre elevados, em dia de derby esses níveis de motivação ainda vão ser maiores pois apesar de virmos de um série negativa de jogos, todos nós queremos dar uma reposta positiva frente ao nosso vizinho rival. Peço a todos os sócios e simpatizantes que no domingo encham as figueiras para apoiar o clube dos seus corações, e que nunca duvidem de uma equipa que trabalha semana após semana para vos dar alegrias, pois o Renascente somos todos nós!!!