CD Praia de Milfontes 1-0 GD Renascente
Os jogadores do Renascente no início da partida

CD Praia de Milfontes – Tiago Mendes, Hélder Gomes, Bruno Candeias, Valter Tairo (Mikó aos 67min), Sandro (Tiago Sobral aos 87min), Ricardo Santos, Rui Sousa, Guilherme Cruz, Henrique Martins, Pedro Cardita e Zé Luís Brito (Gilson aos 75min)

Suplentes não utilizados – Manuel Grilo, Cristiano, Bruno Correia e Luís Meireles

Treinador – Rui Guerreiro

GD Renascente – Cristiano Toco, Hugo Marreiros, David Neves, Leonel Pinto, Tiago Marreiros, Rodrigo Camacho, Vivaldo Candeias (Flávio Oliveira 85min), Joel Reis, Migue Nunes (Diogo Jesus aos 53min), Francisco Batista e Tommy

Suplentes não utilizados – Ricardo Soares, Tiago carvalho, Luís Guerreiro, Carlos Pereira e Luís Benedito

Treinador – Luís Miguel

Trio de Arbitragem – André Baltasar auxiliado por Jorge Aniceto e Ricardo Parreira

Disciplina – cartão amarelo a Rui Sousa (40min), Joel Reis (40min), Henrique Martins (55min) e Tiago Marreiros (66min)

Marcadores – 1-0 por Zé Luís Brito (27min)

O Grupo Desportivo Renascente deslocou-se este fim-de-semana a Vila Nova de Milfontes para disputar com o clube local a 16ª jornada do “distritalão”. Assim como era esperado, foram várias as pessoas que acorreram ao campo Foz do Mira para assistir a este “dérbi” concelhio.
O jogo iniciou-se com ligeiro ascendente para a equipa da casa, beneficiando de um pontapé de canto logo no primeiro minuto da partida. No entanto, os minutos seguintes foram de grande disputa pela posse de bola a meio-campo, sem que nenhuma equipa conseguisse incomodar a baliza adversária. Instantes depois, mais dois cantos para o Praia, resolvidos prontamente pela defensiva S.Teotoniense. O jogo continuava a ser muito disputado a meio-campo, e à medida que os minutos passavam também a agressividade da partida subia de nível, não fosse este jogo um “dérbi”.
Porém, à passagem do minuto 17’, o ponta-de-lança do Praia, Rui Sousa, disfere um bom remate à baliza de Toco que não acabou no fundo das redes. Atingíamos o minuto 24’ e, pese embora a ligeira superioridade do Milfontes através do jogo directo para o seu ponta-de-lança, a partida não registava grandes ocasiões de golo.
Sem que o ascendente da equipa visitada assim o justificasse, aos 26’ minutos surge o único golo da partida. Numa execução técnica perfeita, um remate à meia-volta fora da área bateu no fundo das redes defendidas por Cristiano Toco, que não teve hipótese. Alguma passividade do Grupo Desportivo Renascente na abordagem ao lance, perante um dos melhores jogadores da equipa adversária, ditou aos 26’ o resultado final.
A equipa visitada galvanizou-se com o tento, e aos 29’ voltou a rematar perigosamente à baliza do Renascente. Era o melhor período do Praia no jogo, contrastando com o período menos bom que atravessava o Renascente, que não conseguia ter posse de bola e falhava constantemente no capítulo do passe. Aos 34’ o árbitro assinalou um livre perigoso à entrada da área do Praia. Na cobrança, Tommy não deu o seguimento à bola que desejava, passando alguns metros acima da barra. O Renascente voltou a aparecer na partida ao minuto 42’ com uma boa incursão de Tiago Djiga pelo lado esquerdo, no entanto a bola morreu nas mãos do guarda-redes adversário e ex-Renascente, Pardal. Um minuto volvido e a equipa de S. Teotónio confirma o ascendente no jogo, com um remate perigoso de Miguel, que passa ligeiramente por cima do grande travessão. A primeira parte não acabou sem que antes tivesse ficado por marcar uma falta dura sobre Djiga, causando depois um ligeiro desaguisado entre jogadores.
A segunda metade começou praticamente com um pontapé de canto a favor do Praia. Na sequência do mesmo, Cristiano Toco fez duas defesas de grande nível, evitando o segundo golo dos visitados. Ao minuto 6 a bola atravessou a pequena área do Renascente sem que nenhum jogador adversário desviasse para dentro das redes. Na resposta a este lance, Chico é desarmado para canto após uma boa jogada colectiva. No seguimento desse canto, Pardal afasta com alguma dificuldade. A segunda parte trouxe um Renascente mais activo ofensivamente e um Milfontes cada vez mais insistente no jogo directo para o seu portentoso ponta-de-lança, Rui Sousa. Aos 55 minutos lance perigoso na área da equipa da casa. Logo na jogada seguinte, e já com Diogo Pipi em campo, Chico isola o recém-entrado que na cara de Pardal permite a defesa da tarde ao guardião. Intimamente ligado à excelente entrada de Pipi em jogo, assistíamos então a um Renascente mais esclarecido no passe e perigoso nas acções ofensivas. Aos 58 minutos o Milfontes volta à área forasteira com um pontapé de canto infrutífero. Dois minutos depois, Chico e Tommy protagonizam uma boa jogada de entendimento mas sem resultados práticos. Tommy voltava a aparecer no jogo aos 62 minutos com um remate a sair prensado, fácil para o guarda-redes da casa. Aos 68 minutos falta com livre perigoso a beneficiar a equipa da casa com o mesmo a resultar em canto após bom desvio de David para canto. Na sequência deste, Joel tem um corte defeituoso mas prontamente corrigido pela sua defensiva. O ritmo do jogo voltou a baixar de ritmo, assistindo-se a várias perdas de bola por ambas as equipas. Após um livre perigoso ao lado da baliza de Toco, o Renascente começou a mandar na partida, na busca do empate. Aos  86 minutos livre muito perigoso cobrado por Hugo com Pardal a enviar para canto. Já em cima do minuto 90 lance capital do jogo: Depois de um túnel perfeito de Chico Batista dentro da área, o jogador adversário empurra claramente o número 10 S.Teotoniense. O árbitro, perto do lance, nada assinalou. Nos descontos, é Tommy quem remata fora da área mas Pardal defende com facilidade.
Após o apito final, ficou a sensação de que arbitragem ficou aquém do exigido para este jogo e o empate seria o resultado mais justo pelo que as duas equipas fizeram dentro das quatro linhas.

 Luís Afonso Guerreiro

Miguel Nunes que voltou a alinhar de inicio, falou sobre esta partida projetando já o próximo encontro diante do FC Serpa, não esquecendo o habitual apoio dos adeptos e deixou ainda uma palavra para Francisco Batista que fez a sua última partida de moinhos ao peito. 

Miguel Nunes

Miguel, esta jornada voltas-te a figurar no onze inicial num jogo nada fácil, como é que te sentiste?
Sim foi muito bom voltar a jogar de inicio, senti-me um pouco nervoso no inicio da partida, mas depois foi passando, tendo em conta que é uma equipa muito forte e que é sempre difícil jogar em Milfontes. 

Infelizmente o resultado não satisfaz as pretensões do Renascente. O que achaste do jogo e que razões encontras para a derrota neste dérbi?
Achei que foi um jogo bem conseguido por nós a nível defensivo. Acho que as duas equipas não tiveram na melhor forma como aconteceu em São Teotónio, penso que nos faltou criar mais oportunidades junto da baliza do Praia. No geral do jogo, acho que a equipa esteve bem e que demonstrou garra e empenho para sair de campo com os 3 pontos, mas não foi possível.

Na próxima jornada o Campo das Figueiras receberá o Serpa, que está imediatamente acima do renascente na tabela classificativa. O que podem os nossos adeptos esperar desse jogo?
Desde já acho que os nossos adeptos são incríveis, muitos deles vão assistir a quase todos os jogos e estão sempre lá para apoiar a equipa. Para este jogo os adeptos podem esperar uma boa atitude, motivação e vontade de ganhar o jogo para somar mais 3 pontos e chegarmos mais perto do nosso objectivo. Quero também deixar uma palavra ao Francisco que vai sair da nossa equipa, foi um orgulho jogar contigo e desejo-te boa sorte para o futuro.