GD Renascente 3-1 CF Vasco da Gama
Ambas as formações antes do apito incial

GD Renascente – Cristiano Toco, Zé Maria (Flávio Oliveira ao intervalo), David Neves, Leonel Pinto, Hugo Marreiros, Tiago Marreiros, Vivaldo Candeias, Joel Reis, Luís Benedito (Diogo Jesus aos 63min), Tommy e Carino (Carlos Pereira aos 90+4min)

Suplentes não utilizados – Ricardo Soares e Hélder Duarte

Treinador – Luís Miguel

CF Vasco da Gama – Rui Rosindo, Diogo Bonito, José Maria Navas, Gonzalo Gorigoitia, Zé Feio, Zé Cláudio, Pina, Raminhos, Diogo Filipe, Jorge Raposo e Calhau (Amado ao intervalo)

Suplentes não utilizados – José Luís, Tiago, Ruben, José Diogo e Pedro

Treinador - José Pratas

Equipa de Arbitragem – António Guerreiro coadjuvado por César Leitão e Fernando Lopes

Disciplina – cartão amarelo a Jorge Raposo (28min), Leonel Pinto (28min), Tommy (34min), Gozalo Gorigoitia (61min), Flávio Oliveira (69min), Diogo Jesus (77min) e Carino (90+4min); cartão vermelho a Joel Reis (39min)

Marcadores – 1-0 por Tommy (7min), 2-0 por Luís Benedito (11min), 2-1 por Jorge Raposo (23min), 3-1 por Diogo Jesus (84min)

Tarde solarenga nas Figueiras, para aquela que foi a recepção ao líder da tabela classificativa em jogo a contar para a 21ª Jornada da 1ª Divisão Distrital da AF Beja.
A partida inicia e logo no primeiro minuto de jogo a equipa que viajou desde a Vidigueira a chegar perto da baliza do Renascente através de um livre do lado esquerdo do seu ataque, como a bola a ser cobrada para dentro da área e ao segundo posta a surgir um dos seus jogadores a tocar a bola para fora.
Dois minutos depois o Renascente a reagir e a ganhar um livre em zona central, não muito longe da área do Vasco, mas a defensiva da Vidigueira a resolver.
Aos seis minutos, o guarda redes do Renascente a mostrar-se pela primeira vez no jogo e a segurar uma bola cobrada de um livre bombeado para a área vindo do lado direito.
Um minuto depois o Renascente a voltar ao ataque e Tommy quase chegava a uma bola que poderia ter feito estragos para a baliza de Rui Rosindo, mas bem a defensiva do Vasco a cortar.
A festa do primeiro golo
No mesmo minuto a equipa do Renascente a chegar ao primeiro da partida. Lançamento na direita, a bola a chegar a Tommy, que dentro da área e em posição central à baliza de Rui Rosindo,  remata de primeira com a bola a sair colocada junto ao poste direito da baliza do Vasco da Gama, não dando qualquer hipótese do guarda-redes. Excelente execução técnica do nº7 do Renascente, num golo de belo efeito a abrir a contagem nas Figueiras.
Três minutos depois é Zé Maria quem, do meio do rua, atira por cima do travessão de Rui Rosindo.
No minuto seguinte, novo golo para a equipa da casa, desta feita por intermédio de Luís Benedito. Grande desmarcação na direita do ataque do Renascente, e o médio na cara de Rui Rosindo a desferir o remate que ainda tabelou no guardião do Vasco e a caminhar para a malha lateral interior esquerda da baliza do Vasco da Gama. Era o segundo da equipa da casa e o primeiro de Luís Benedito no campeonato, num período em que o Renascente aparecia claramente por cima do jogo.
Chegávamos ao quarto de hora de jogo e Zé Maria novamente no remate com a bola a sair ao lado da baliza do Vasco da Gama. Um minuto depois, lance de muito perigo para as redes de Rui Rosindo, através de um cruzamento de Tommy e quase que um jogador da casa chegava ao esférico perante o guarda redes da equipa forasteira algo desenquadrado da jogada.
Minuto 18 e o Vasco da Gama a dar um ar da sua graça com Calhau a rematar com muito perigo com a bola a rasar o poste da baliza de Toco.
O Vasco da Gama que perdia por duas vezes ia reagindo agora à desvantagem e ao minuto 23 através de uma bola colocada na área vinda de bastante longe, a surgir Jorge Raposo, livre de marcação a rematar colocado para o fundo das redes, diminuindo a desvantagem para a sua equipa.
O Renascente reage rápido e no minuto seguinte, Tommy, vindo da esquerda a rematar com a bola a rasar o poste da baliza de Rui Rosindo.
Mais um remate em que a bola passou a rasar o poste da baliza de Rui Rosindo
Contudo o Vasco da Gama, passou de seguida a jogar mais tempo no meio campo do Renascente e aos 26 minutos  é Pina a rematar ao lado da baliza do Renascente. No minuto seguinte a defensiva de São Teotónio a cortar para canto um livre bombeado para a sua área e na sequência do canto um jogador da equipa forasteira a cabecear por cima.
Aos 32 minutos de jogo, Toco a ver-se obrigado a trabalhos forçados, defendendo um remate que surgiu de uma má cobertura de bola de um dos seus colegas.
Assistíamos agora a um Vasco da Gama mais perigoso e à passagem do minuto 33, Jorge Raposo, que já havia marcado na partida a rematar de fora da área ao poste da baliza do Renascente, lance de muito perigo para as redes de Toco.
Aos 39 minutos de jogo Joel Reis a ver a cartolina encarnada com o árbitro a entender que agrediu Diogo Filipe da face. O Renascente passaria desde então a jogar com menos uma unidade em campo.
Até ao intervalo e com a equipa forasteira por cima do jogo, no entanto sem causar grande perigo, destaque apenas para um remate de Zé Feio a alguma distância, fácil para Toco e ainda Pina a rematar para as nuvens antes do Sr. António Guerreiro apitar para o recolher aos balneários.
A segunda parte inicia como tinha acabado a primeira, com o Vasco da Gama à procura do golo, no entanto a defensiva do Renascente ia tapando os caminhos para a sua baliza afastando a bola que vinha para a sua área essencialmente de lances de bola parada.
Aos 51 minutos reacção do Renascente com Carino a dominar bem na área do Vasco da Gama, mas a atirar por cima.
Três minutos depois, o Vasco da Gama a rondar novamente a baliza do Renascente, mas Toco a recolher nas alturas um cruzamento perigoso.
Aos 56 minutos de jogo é José Maria Navas que cabeceia por cima da baliza de Toco após cobrança de um livre vindo da direita do ataque do Vasco da Gama.
Diogo Jesus recém entrado na partida a deixar o seu primeiro aviso
Minuto 62 e novamente Toco  sair bem e a recolher um cruzamento do ataque da Vidigueira.
Dois minutos depois e apenas um minuto após ter entrado em campo, Diogo Jesus a rematar para boa defesa de Rui Rosindo.
No minuto seguinte a bola a regressar perto da baliza do Renascente e a defensiva de São Teotónio a conseguir desviar dois remates para canto que ao ser cobrado, novamente os homens de São Teotónio a limparem.
Minuto 70 e o Renascente a surgir na frente com Tommy a rematar por cima da baliza de Rui Rosindo.
De seguida, do outro lado, era Zé Feio que através de um bom trabalho individual à entrada da área concluía com um remate perigosíssimo com a bola a rasar a barra do Renascente.
Ao minuto 72, Tommy consegue roubar a bola à defensiva da Vidigueira e isolado perante Rui Rosindo a permitir a defesa do guardião do Vasco da Gama.
Três minutos depois é Diogo Jesus quem também surgia em boa posição mas a rematar coma  bola a rasar o poste da baliza de Rui Rosindo.
O Vasco da Gama tentava chegar ao golo, mas com a coesão defensiva apresentada pela equipa de São Teotónio que jogava com menos um jogador desde o minuto 39, aliada à descompensação defensiva da equipa forasteira e à rapidez dos atacantes do Renascente, faziam com que a equipa da casa começa-se a aparecer cada vez mais e com muito perigo perto das redes de Rui Rosindo.
Ao minuto 76 verificou-se a continuidade disso mesmo, com Diogo Jesus a cruzar e Tommy à boca da baliza a não chegar por muito pouco.
Minuto 82, mais uma situação em que a equipa do Vasco da Gama é apanhada em contra pé e Diogo Jesus isolado falha de forma incrível na cara de Rui Rosindo atirando ao lado quando o publico nas Figueiras já se ia preparando para gritar golo.
Após este lance o Vasco da Gama a surgir novamente no meio campo defensivo do Renascente rematando à baliza através de Pina, para boa defesa de Toco.
Não foi ao minuto 82 que se celebrou o terceiro da equipa da casa nas Figueiras, mas sim aos 84, e com o mesmo interveniente, Diogo Jesus. Carino a receber no meio, a entregar na direita em Tommy, que com um cruzamento largo e colocado ao segundo poste entregou em Diogo Jesus, que desta vez atirou certeiro para o fundo das redes de Rui Rosindo.
Dois minutos depois é Tommy quem na cobrança de um livre do lado esquerdo do ataque do Renascente enviava a bola por cima da baliza do Vasco da Gama.
Um minuto depois o Vasco a chegar perto da baliza do Renascente, mas Toco a sair e afastar uma bola que tinha sido bombeada para a área através da cobrança de um livre na direita do ataque da equipa forasteira, na segunda bola um dos jogadores da Vidigueira a acertar mal no esférico e o lance a perder-se pela linha de fundo.
Minuto 89, grande defesa do guarda-redes do Renascente que com uma palmada a desviar por instinto um remate que seguia para a sua baliza.
Já sobre o minuto 90, Diogo Jesus e Tommy a fintarem bem dentro da área, com Diogo Jesus, perante uma defensiva da Vidigueira às aranhas a rematar, mas a bola ainda a sofrer um desvio de um jogador do Vasco da Gama e a sair pela linha de fundo. Dava para tudo perante uma equipa forasteira que já se apresentava destroçada com o resultado.
O juiz da partida dava mais 6 minutos para se jogar, que ainda deram para ver o recém entrado Carlos Pereira, que substituiu Carino ao minuto 94, rematar em boa posição, já dentro da área do Vasco da Gama, com a bola a sair fácil para Rui Rosindo.
Final do encontro, grande vitória para a equipa do Renascente, somando assim mais três valiosos pontos para a concretização dos seus objectivos, num jogo em que entrou bem na partida, viu-se a vencer por duas bolas a zero logo ao minuto 11 e que apesar da equipa forasteira ter reduzido a desvantagem ainda na primeira parte, assim como a expulsão de Joel Reis que fez com que a equipa de São Teotónio joga-se cerca de uma hora de jogo com menos uma unidade em campo, mostrou-se muito coesa a defender. A isso, aliou-se o aproveitar da descompensação defensiva do adversário, que tentou chegar à igualdade, abrindo espaços para que os rápidos executantes ofensivos da equipa do Renascente fizessem estragos.
De destacar mais uma vez a grande afluência de público que se deslocou ao Campo das Figueiras.

 Luís Soares

Chegou ao plantel em Janeiro e é mais uma opção para a baliza do Renascente. Ricardo Soares foi quem falou conosco esta semana.

Ricardo Soares

Ricardo, grande vitória hoje de uma equipa que apesar de ter jogado mais de metade do encontro com menos um, deu uma lição de futebol ao seu adversário…
Sem dúvida foi um jogo muito competitivo, de muitas transições rápidas, ambas as equipas queriam ganhar o jogo. Apesar de termos jogado mais de metade do jogo com menos 1 só demonstra a qualidade que existe neste plantel, o trabalho, o espírito de união e a superação da nossa equipa. Foi um resultado justo pela nossa entrega total ao jogo e pelas oportunidades de golo que tivemos.

Foste o ultimo a chegar ao plantel, como tem sido a integração na equipa?
Sim fui o ultimo a chegar, vim com intuito de ajudar o grupo, a minha integração no plantel tem sido fantástica e ao mesmo tempo foi muito rápida, todos os jogadores receberam-me de braços abertos como se eu já fizesse parte da equipa, e posso afirmar neste momento que estou totalmente integrado no plantel. 

É verdade que estás cá há pouco tempo, mas certamente já te apercebes-te da atmosfera do campo das Figueiras em torno da equipa…
Sim já tinha ouvido falar que a atmosfera no nosso estádio era fantástica, e essa atmosfera faz com que sejamos mais fortes, e só podemos agradecer aos adeptos por estarem sempre do nosso lado tanto nos momentos bons como nos momentos maus. Então só podemos agradecer a eles, e a continuar a dar alegrias porque eles merecem. 

Próxima jornada visita ao campo de um adversário que já nos obrigou a suar muito, o que podem esperar os adeptos?
Sim vamos ter uma deslocação difícil, mas nenhum jogo é fácil, temos que encarar todos os jogos da mesma maneira e sempre com o pensamento de trazer os 3 pontos. É uma boa equipa, bem organizada, mas o que os adeptos podem esperar de nós é a nossa garra que temos tido no campo, a nossa entreajuda e certamente que iremos lutar para a vitória com unhas e dentes.