CA Aldenovense 1-3 GD Renascente
CA Aldenovense – Janito, Luís Machado, Baião, David Luz, Bakero, Agatão, Kadinho, Zé Luís Cavaco (Ângelo aos 78min), Jorge Galego, Pedro Quaresma (João Martins aos 57min) e Fernando Infante (João Lopes aos 82min)
Suplentes não utilizados – Luís Valério, Tavares, João Vargas e Sérgio
Treinador – Fernando Monteiro
GD Renascente – Cristiano Toco, Rodrigo Camacho, Hugo Marreiros, David Neves, Tiago Marreiros, Flávio Oliveira, Joel Reis, Zé Maria (Carlos Pereira aos 84min), Tommy, Diogo Jesus e Carino
Suplentes não utilizados – Ricardo Soares, Hélder Duarte e Luís Guerreiro
Treinador – Luís Miguel
Equipa de arbitragem – Hugo Simão auxiliado por Cristiano Bexiga e Filipe Gomes
Disciplina – cartão amarelo a Bakero (31min e 52min) e Joel Reis (89min); cartão vermelho a Bakero (52min)
Marcadores – 1-0 por Fernando Infante (45+2min), 1-1 por Diogo Jesus (70min), 1-2 por Diogo Jesus (73min), 1-3 por Tommy (79min)
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| Diogo Jesus com a bola |
Logo no primeiro minuto de jogo a equipa do Renascente a rematar à baliza do adversário por intermédio de Diogo Jesus, com o guarda-redes da casa atento.
No minuto seguinte a bola a chegar à baliza do Renascente com Cristiano Toco a ter de se aplicar para no chão defender um cruzamento onde já estava um jogador da casa ao segundo poste para dar o ultimo toque.
Até ao décimo minuto de jogo ambas as equipas chegaram perto das grande áreas mas sempre as respectivas defensivas a levarem a melhor.
Minuto 13 e o Aldenovense a rematar pela primeira vez na partida, através de Jorge Galego que disparou por cima da baliza de Toco.
Dois minutos depois, o Renascente a chegar com muito perigo à baliza do Aldenovense, com Diogo Jesus no contra ataque na direita a cruzar para o interior da área e Carino a não chegar por centímetros.
Até à meia hora de jogo o Renascente foi quem esteve mais tempo no meio campo do adversário e por várias vezes dispôs de pontapés de canto e outros cruzamentos para a área, que foram quase sempre resolvidos pelos homens da casa, exceptuando-se dois casos, mas ambos em que a finalização não foi a mais correcta, com Flávio Oliveira ao minuto 19 a rematar por cima da baliza e Hugo Marreiros ao minuto 26 a cabecear para as nuvens.
À meia hora de jogo a equipa da casa a beneficiar de um pontapé de canto em que a defensiva de São Teotónio facilmente afastou a bola da sua área.
Corria o minuto 32 e novo remate para a equipa do Renascente, com Diogo Jesus a enviar a bola por cima da baliza à guarda de Janito.
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| O Renascente a construir jogo já bem próximo da àrea adversária |
Do outro lado ao minuto 39,Toco recolhia facilmente um cruzamento da equipa da casa. Um minuto depois Kadinho a tentar a sua sorte mas o remate a sair sem direcção e a bola a passar longe da baliza da equipa de São Teotónio.
Minuto 43, o guarda redes do Renascente a sair da área e a chegar mais rápido que Fernando Infante e o perigo a passar.
Os últimos minutos da primeira parte foram com a equipa da casa chegada à baliza do Renascente dispondo de uma sequência de três pontapés de canto, sendo que num deles Toco a defender com alguma dificuldade um remate à boca da baliza e já nos últimos momentos da primeira parte e também na cobrança de um destes pontapés de canto, Fernando Infante a saltar mais alto e a colocar a bola junto do ângulo superior direito da baliza do Renascente, com o guarda-redes de São Teotónio ainda a tocar na bola, grande colocação do melhor marcador do campeonato, num golo de belo efeito.
Após o golo, o árbitro mandava toda a gente recolher aos balneários, numa primeira parte que chegava ao fim com um rude golpe para a equipa do Renascente.
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| O guarda redes da equipa da casa defendeu uma grande penalidade |
Cinco minutos depois, Zé Maria a cruzar e um defesa da casa a ter um corte fulcral evitando o piro para a sua baliza.
Dois minutos depois o Aldenovense a chegar perto da baliza do Renascente com o cabeceamento de um dos seus jogadores a sair fácil para Toco.
De seguida o jogo teve uma pequena interrupção para Fernando Infante ser assistido, o avançado espanhol da equipa da casa a ter alguns problemas físicos e a equipa técnica do Renascente chamou os seus jogadores ao banco de suplentes numa espécie de desconto de tempo, introduzindo algumas alterações tácticas e conversando com os jogadores que aproveitaram para beber alguma água, na esperança de inverter o resultado desfavorável que se verificava para a equipa de São Teotónio e tentando aproveitar o facto de estar a jogar apenas contra dez unidades.
Começava aqui um período de jogo em que só deu Renascente, fazendo-se ouvir ainda mais as vozes de comando dos misters da equipa de São Teotónio que empurravam os seus jogadores para o golo.
Se ao minuto 64, Carino rematou ao lado, o minuto 70 trouxe o golo da igualdade, um autêntico tiro de fora da área de Diogo Jesus sem hipótese para Janito, grande golo do nº27 do Renascente.
Dois minutos depois, na cobrança de um livre do lado esquerdo do ataque do Renascente, Tommy envia a bola à barreira, e na recarga de ainda de fora da área, obriga o guardião do Aldenovense a fazer a defesa da tarde, uma espectacular estirada de Janito a uma bola que levava selo de golo.
O lance deu origem a canto e na marcação do mesmo, Diogo Jesus a desviar ao primeiro poste e a bisar na partida, estava consumada a reviravolta no marcador.
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| O Renascente não tirou o pé do acelerador |
Atingíamos o minuto 79 do encontro e com ele vinha o terceiro golo para a equipa para o Renascente. Descaído na esquerda, Tommy a enviar uma bomba do meio da rua para o fundo das redes do Aldenovense, com o guarda-redes da casa a esticar-se todo mas a nada poder fazer.
Nos últimos dez minutos do tempo regulamentar, destaque para mais um remate de Tommy ao minuto 85 com a bola a sair ao lado, ao minuto 88 o Aldenovense a dispor de um livre em zona frontal à baliza do Renascente ainda que de muito longe, com a bola a chegar ao guarda-redes do Renascente e este a segurar bem e no mesmo minuto do outro lado, Carino, com espaço a rematar por cima da baliza da equipa da casa.
O árbitro deu mais quatro minutos para se jogar no Parque de Jogos de Vila Nova de S.Bento em que amebas as equipas rondaram as balizas, no entanto sem perigos de maior para as mesmas, mantendo-se o resultado até ao apito final do árbitro.
Final do jogo, vitória para a equipa do Renascente, que conseguiu dar a volta ao marcador e assim carimbar a 6ª lugar, beneficiando das derrotas de Piense e Guadiana nesta jornada, posição que aconteça o que acontecer até ao final do campeonato não será alterada, naquela que é a melhor época da história do emblema de São Teotónio.
Luís Soares
Diogo Jesus, autor de dois dos três golos da reviravolta do Renascente, falou-nos da vontade de vencer da equipa, da conversa a meio da segunda parte com os misters e do 6º lugar, posição que foi hoje assegurada na tabela classificativa.
Sofremos um golo nos últimos momentos da primeira parte e não concretizamos um penalty no início da segunda parte, no entanto a equipa não se deixou afectar por isso…
A equipa não se afectou por isso porque estava ciente que tinha de ganhar os três pontos para garantir a 6ª posição e assim ganhar o ultimo jogo fora da época.
Na segunda parte, quando estava um jogador adversário caído no relvado os misters aproveitaram para dar indicações a toda a equipa numa espécie de desconto de tempo, a verdade é que após isso marcamos três golos, dois deles teus. Foi essencial essa conversa para o desfecho do resultado?
A conversa com os misters ajudou porque a equipa mudou para uma táctica mais ofensiva e acreditou que podia ganhar o jogo.
Com esta vitória asseguramos o 6º lugar e esta é a melhor época da história do clube. Consideras esta uma excelente classificação ou poderíamos ter chegado mais além?
Considero uma excelente classificação. Mas claro que poderíamos ter chegado mais além se não tivéssemos perdido pontos com equipas teoricamente mais fracas, mas o futebol é assim mesmo, só ganha quem marca mais golos e sofre menos.






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